Quarta-feira, 15 de Dezembro de 2010

 

Sento-me na Fnac do Chiado, ali entre o início da sala dos livros e o corredor para os dvds, onde agora colocaram os livros, discos e dvds infanto-juvenis. Sento-me lá para olhar.

É que pelos vistos acabou o exercício físico. Prevejo fechos em série nos campos de ténis, pavilhões, até nas piscinas deste país. Há coisas que nos fazem fazer exercício como se fosse mesmo - e não estou a falar de vibradores de cinta, vendidos às quatro da manhã na TVI. Falo de consolas.

Pelos vistos, agora, joga-se de tudo em Nintendos, Xboxes ou afins. Dois rapazes corriam enquanto um rapaz corria numa pista de tartan virtual. E depois, ó Deus, saltavam em comprimento, sete metros e setenta e cinco, novo record mundial. Prevejo para breve gente a esbracejar junto à alcatifa da Fnac para bater os recordes do Michael Phelps.

Mas alguém me pode explicar que raio de interesse tem fazer de conta que jogamos ténis de mesa com um chinês rendido ao capitalismo mas que não existe? Mas ninguém me precisa de explicar o que isso fará - está a fazer - pelos desportos em si. Os miúdos quando virem o peso de um raqueta, de uma bola daquelas brancas e que parece tão leve, vão perceber que a realidade virtual não pesa nada. E que, como não pesa, nada acrescenta. Só vazio, vácuo, sistemas de baixas e inexistentes pressões. Onde? No cérebro, aquele que mais fica - pela falta de exercicío real - menos exercitado.

Enfim, sou um velho conservador a prever 1984 em 2011. (Quer dizer, mas já sem o comando, claro...)



publicado por JRS às 00:33 | link do post | favorito

2 comentários:
De Mário Cordeiro a 15 de Dezembro de 2010 às 21:12
Também não eprcebo o gozo, como não percebo sequer o gozo das consolas.
Como miúdo não as tive (não existiam). Como pai, quer há 31 anos, quer agora, disse sempre aos meus filhos, sem medos nem complexos, que consolas não entravam lá em casa. Zero. Se os amigos tinham, a questão era entre eles e os pais deles. E se os invejavam por causa de uma consola, era azar mas tinham o pai que tinham e não o podiam trocar antes dos 18 anos. Sempre resultou, com a cumplicidade deles, aliás.
Há dias, um amigo levou a consola lá a casa (sem eu reparasr) e um dos meus filhos ficou vidrado a jogar. Deixei, e depois, aofim do dia, foi o primeiro a ficar invejoso porque os outros, com os outros amigos, tinham estado a brincar, a ler e a divertir-se muito mais.
Odeio consolas. Não acho que tenham nenhum interesse. São caras. Os jogos caríssimos.
Pronto, Tenho dito. E sinto-me bem com o que disse!!!


De JRS a 15 de Dezembro de 2010 às 21:31
Caro amigo
esta pestinha que tenho cá em casa ainda não foi contaminada com tal. Tentarei seguir o seu exemplo, assim me ajude o engenho e a arte.
Um abraço!
Jorge


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