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  <title>Rua da Castela</title>
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  <description>Rua da Castela - SAPO Blogs</description>
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  <pubDate>Fri, 19 Aug 2011 22:45:12 GMT</pubDate>
  <title>Jói Laranja Sempre!</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;padding-left: 30px;&quot;&gt;Caríssimos,&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;padding-left: 30px;&quot;&gt;a Rua da Castela termina aqui o seu percurso. Cansada, tem no seu fim uma pequena mesa. E nela, algo que nos permitirá a todos matar a sede: Jói Laranja.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;padding-left: 30px;&quot;&gt;Assim, a partir de hoje, visitem o meu novo blogue: &lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://joilaranja.blogs.sapo.pt/&quot;&gt;Jói Laranja&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;padding-left: 30px;&quot;&gt;Sempre vosso,&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;padding-left: 30px;&quot;&gt;Jorge&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 19 May 2011 00:00:45 GMT</pubDate>
  <title>FCF</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/2xEYcYKamHQ&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 10 May 2011 20:04:47 GMT</pubDate>
  <title>Mira Técnica</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Por várias ordens de razões - a principal sendo que do iPhone não consigo (ainda, espero...) colocar posts no blogue - tenho actualizado apenas o facebook. Escusado será dizer que isto é uma falta enorme de respeito para as 17 pessoas que têm diariamente acedido ao blogue, das quais 10 não são minhas amigas no facebook e 8 dessas 10 não são minhas amigas de todo e vêm aqui &lt;em&gt;cuscar&lt;/em&gt; para me &lt;em&gt;cascar&lt;/em&gt; logo que possam. Assim, prometo a todos os 17 ser mais assíduo nesta&lt;em&gt; Rua da Castela&lt;/em&gt;. É que tenho o terrível hábito de enquanto estou a trabalhar estar a trabalhar e não abrir sequer um blogue, quanto mais o meu; e quando chego a casa a vontade de ligar o computador é mais do que pouca. Mas hoje liguei. Quis colocar a &lt;em&gt;Bed of Roses&lt;/em&gt; dos Bon Jovi no iTunes, o que me pareceu motivo suficiente - dado o seu grau de importância - para o ligar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Aproveito para dizer que sou cronista na &lt;em&gt;Tentações&lt;/em&gt;, a nova revista oferecida com a &lt;em&gt;Sábado&lt;/em&gt;. A crónica desta semana chama-se &lt;em&gt;O Quarteto Fantástico&lt;/em&gt; e versa (adoro esta palavra) a locução e comentários dos jogos da Liga Europa na SIC. A da próxima semana chamar-se-á &lt;em&gt;Uma Questão de Língua&lt;/em&gt; e versará outro assunto que deixo para que descubram na quinta-feira. O editor da revista teve a ideia de me colocar sempre (literalmente) dentro do tema do ponto de vista fotográfico, pelo que para mim a quinta-feira passou agora a ser um dia daqueles em que posso abrir mais uma carteira de cromos e ver o que saiu. Além que tive, dois dias antes de fazer 34 anos, uma sessão fotográfica excelente onde me deixaram partir à marretada e à picareta um LCD estragado. O que vêem na crónica desta semana, no &lt;em&gt;para baixo&lt;/em&gt;, não é photoshop: antes da marreta já lhe tinha dado com a picareta. Foi uma das melhores prendas de anos que alguém me deu e a &lt;em&gt;Sábado&lt;/em&gt; nem sequer sabia que eu fazia anos. Estas é que são as melhores.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Como gosto de contaminar tudo com poesia, por baixo da &lt;em&gt;Mira Técnica&lt;/em&gt; surgirão sempre alguns versos de poetas portugueses nossos contemporâneos. Comecei com o Rui Pires Cabral. Quinta podem ver quem será o escolhido e assim ter mais um cromo para tirar da carteira, para além do &lt;em&gt;para cima&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;para baixo&lt;/em&gt; e, claro, do tema da crónica propriamente dito.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Espero que vos agrade tanto ler os textos como me tem agradado a mim escrevê-los. Acreditem: tem sido um gosto!&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 20 Apr 2011 19:24:41 GMT</pubDate>
  <title>Easter Message</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/jorgereissa/fotos/?uid=CLHCTbrat0C1vGt9RUfG&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;&quot; src=&quot;http://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd9061670/8370855_ZDTTf.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;325&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.rickygervais.com/eastermessage.php&quot;&gt;Imperdível&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 19 Apr 2011 19:27:31 GMT</pubDate>
  <title>PPD/PSD</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Nunca votei no PPD/PSD. Só me abstive uma vez, nas últimas presidenciais. Nunca votei PCP. Votei Bloco de Esquerda há uns anos largos, quando o discurso de Francisco Louçã ainda me fazia algum sentido. Dou de barato que talvez na altura já não fizesse sentido a muitas pessoas. Era jovem, era irreverente, parecia-me que sim. Neste momento, em que vejo no BE um partido sem qualquer comprometimento, envergonho-me de ter contribuído, na altura, para que crescesse. Mas enfim, vive-se e aprende-se. Nunca votei CDS. O que quer dizer que em 16 anos de eleitor, votei uma única vez BE e nas restantes vezes PS. No começo, era obrigatório, como se devesse seguir as pisadas do meu pai. Ele tinha morrido tinha em 17 anos e era evidente que votava PS. Hoje, não sei. Mas não o imagino a aceitar José Sócrates.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Para as legislativas de 5 de Junho estou nos indecisos. Eu, que nunca tive indecisões quanto aos votos. E a indecisão é só uma: ou voto PPD/PSD (eu gosto do PPD/PSD mais do que do PSD - faz-me lembrar o Santana Lopes sempre que escrevo, o que só permite uma enorme gargalhada quando pensámos que já foi Primeiro-Ministro deste país), ou voto PPD/PSD, dizia, ou não voto em ninguém. Não concebo votar em partidos do &quot;quanto pior, melhor&quot;, que nem sequer reúnem com o FMI porque isso poderia mostrar algum comprometimento. Não concebo votar CDS, o Paulo Portas não me inspira a mínima confiança política e está longe dos meus ideiais políticos. E não concebo votar neste PS, onde um homem chamado José Sócrates anda perdido no meio do nevoeiro há anos. Quando chegou, há seis, tentou. Não conseguindo, desistiu. Há dois anos, Manuela Ferreira Leite não me parecia possível. Uma cavaquista que só tinha sido Ministra da Educação no fim do reinado, que tinha sido uma Ministra das Finanças de Durão Barroso sofrível, com todos os trejeitos de põe aqui e tira ali para enganar os défices. E nessa altura ainda pensei que Sócrates lá ia. Que novamente reforçado, ia tentar. Enganei-me. Agora não me engano: por muito que me custe não votar em Francisco Assis, por exemplo, que representa um PS que considero.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Resta-me, por isso, o PPD/PSD. Há uns meses era mais claro que Passos Coelho mereceria um voto. Depois de telefonemas, de Nobres, de tantos tiros no pé, já não me é claro. Passos Coelho encaminha-me para a abstenção. Espero para ver. Tem um mês e meio para me fazer caminhar para o PPD/PSD pela primeira vez. O &lt;a href=&quot;http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/&quot;&gt;Francisco José Viegas &lt;/a&gt;ser cabeça de lista por Bragança já ajudou. Espero que, eleito deputado como será, seja com o PPD/PSD no governo ou o senhor nórdico de olhos azuis a mandar no país, uma voz dos livros, da leitura, da literacia. E que possa vir a ser um óptimo Secretário de Estado da Cultura (que o Ministro da Cultura não existirá). Mais: que possa influenciar, na secretaria de Estado ou como deputado, o melhor possível esse ministério com o nome errado e que se chama da Educação. É que educar, para mim, é em casa. Porque não Ministério do Ensino? Desejo-lhe, pessoalmente, o melhor. E que possa fazer por mim a única coisa que me faria um dia pensar em sentar-me naquele hemiciclo: bater palmas e dizer bem alto &lt;em&gt;Muito bem! Muito bem!&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 18 Apr 2011 18:13:00 GMT</pubDate>
  <title>It is</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;embed width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/v/u2UhvN0k74w&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; /&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 16 Apr 2011 10:20:21 GMT</pubDate>
  <title>Canção Triste</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Há três anos, durante as férias, traduzi o &lt;em&gt;Funeral Blues&lt;/em&gt;, do Auden, e coloquei-o na Rua da Castela. Passados três anos, e depois de tentar escolher a melhor palavra possível para cada verso, ficou assim. Esta é a minha leitura do poema, bem mais do que uma tradução, como se percebe.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Canção Triste&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;[Auden]&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Parem os relógios, desliguem o telefone,&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;amordacem o cão com um osso enorme.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Calem os pianos e com um pequeno tambor&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;tragam o caixão, deixem chorar a dor.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Que os aviões se lamentem em círculos pelo céu&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;rabiscando nas nuvens: Ela Morreu.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Enlutem a nação no pescoço branco das pombas,&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;deixem os polícias usar as mais negras luvas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Ela era o meu Norte, meu Sul, meu Este e Oeste,&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;a minha féria e o meu Domingo de descanso.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;O meu dia, a minha noite, a minha fala e canção;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;pensei que o amor durava para sempre – não.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;As estrelas não são queridas, já: desliguem-nas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Arquivem a lua e retirem o sol.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Despejem o mar e varram a terra,&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;porque nada, agora, poderá vir a ser um dia melhor.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 15 Apr 2011 19:46:43 GMT</pubDate>
  <title>Portugal</title>
  <author>JRS</author>
  <link>http://ruadacastela.blogs.sapo.pt/34772.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;embed width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/v/Oj1zIYiiY-s&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; /&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 13 Apr 2011 20:39:42 GMT</pubDate>
  <title>A Moral da Coisa</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Ontem vi durante um bom bocado o debate moderado pelo António José Teixeira na SIC Notícias (tudo onde entra o António José Teixeira eu vejo pelo menos um bocado). E ontem estava em debate a economia, a moral e a política com o economista e filósofo Vitor Bento, o filósofo Francisco Assis e o &quot;ele há-de ser licenciado em alguma coisa&quot; Morais Sarmento.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Gostei do Vitor Bento, embora me pareça que repete vezes demais o mesmo argumento, sobre várias formas de explicação - basta uma. Gostei muito do Francisco Assis, embora me agrade pouco a pose de combate que tem neste momento (mas são as eleições, que queremos...). E achei um piadão que o Morais Sarmento tenha saído com esta tirada queria ele que muito filosófica quando se debatia a questão dos valores e da religião: &quot;é verdade que um crente tem mais razão para ter mais valores do que um não crente porque acredita num prolongamento da vida&quot;. Cito de cor, claro. Mas era mais ou menos este o conceito. Proponho que leia &lt;em&gt;A Desilusão de Deus &lt;/em&gt;de Richard Dawkins, edição Casa das Letras a 4,90 euros no Freeport. Ou então que espere uns meses pelo &lt;em&gt;The Moral Landscape &lt;/em&gt;que a Babel editará em breve. Aí se explica bem a falácia deste raciocínio ligeiro e tentativamente filosófico. É que a moral e os valores, tendo uma grande associação à religião do ponto de vista histórico, não precisam dela para nada para serem uma &lt;em&gt;boa &lt;/em&gt;moral e &lt;em&gt;bons &lt;/em&gt;valores. Ninguém precisa de pensar que vai para o céu para agir bem. Basta agir bem.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 11 Apr 2011 22:08:42 GMT</pubDate>
  <title>Futebol Clube de Famalicão</title>
  <author>JRS</author>
  <link>http://ruadacastela.blogs.sapo.pt/34237.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Uma das coisas que me liga a Famalicão é este clube. A casa da minha avó fica a 300 metro do Campo dos Bargos. Sobe-se pela estrada onde me espalhei de bicicleta há dezanove anos (a descer - um mês no S. João...), passa-se a igreja e o cemitério de Calendário e é a casa da minha avó - aquela que ainda hoje chamo minha. Menino pequeno ia para o campo brincar, ver treinos, muitas vezes acompanhado do Nela (João Janela, vizinho da minha avó, meu avô por afinidade, pai do Carlos que tanto nos tem ajudado nestes meses). Menino pequeno e mais crescido, pelas duas e vinte, descia as escadas da casa do meu avô, com o meu pai e o meu irmão e ia chamar o Nela à casa em frente para irmos ver o Famalicão. Fim dos anos oitenta, o Famalicão na primeira divisão e eu a ir para os cativos onde percebi que a verdadeira vizinhança se faz na partilha de um lugar desde há muitos anos. Da fila D via o jogo, um pouco à esquerda da linha do meio campo. Abel Braga, Caccioli, Tanta, Lula, Leomir, Dane Kupresanin, Menad, Lopes, Rogério, Birigui e o Carlos, claro, director desportivo do Famalicão na altura. Gosto muito do clube, que depois da página mais triste (uma presença nos distritais da Associação de Futebol de Braga) está agora a um passo de subir à 2º divisão B. Eu sei, ainda longe da Primeira Liga. Mas diz-me o meu irmão que as dívidas estão a ser negociadas, que a coisa está a ser feita com cabeça. Gosto muito daquele Campo dos Bargos que um presidente da Câmara, num acto infeliz como presidente do clube, quis chamar Estádio 22 de Junho. Era o Estádio Municipal, mas para mim era e é como o meu avô lhe chama - o Campo dos Bargos. As bancadas estão velhas (aquela onde se gravam estes golos). A &quot;bancada nova&quot;, que se vê em frente, está velha. O superior está como sempre esteve - relvado. Só me custou terem matado o Maracanã (o campo de treinos pelado, num canto do estádio) com o poste de iluminação. Mas lembro-me de lá ver jogos à noite, coisa nova e deslumbrante. Gosto muito do Futebol Clube de Famalicão e do Campo dos Bargos. Sou o sócio 527, o Gui o 1189. Ele não sabe, mas também gosta muito do Famalicão.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Fico por isso muito feliz quando ganhamos 3-1 ao Sousense. Parece pouco. Mas ganhar ao Sousense é o mesmo que ganhar um clube que esteve perto de ser mais um Salgueiros. E ver e ouvir no youtube este pequeno video é vibrar no mesmo sítio onde tantas vezes vi a bola entrar. Aqui fica.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center; padding-left: 30px;&quot;&gt;&lt;embed width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/v/kn0gwcsTpwM&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 03 Apr 2011 20:22:24 GMT</pubDate>
  <title>A professora Edna</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Estive fora de Portugal uma semana. Nesta semana morreu Edna Cardoso, a professora Edna. Quando as Quasi fecharam, foi a única pessoa que publicamente me apoiou. E nem sempre tive com ela a melhor relação. Lembrou-me que há muito mais o que aproxima as pessoas boas do que o que as separa. Agradeço-lhe ter possibilitado que um imberbe rapaz começasse a escrever umas imberbes crónicas no &lt;em&gt;Cidade Hoje&lt;/em&gt;, há dezassete anos, quando era a directora do semanário. Tenho a certeza que iria gostar da novidade que irei dar dentro em breve a quem lê a &lt;em&gt;Rua da Castela &lt;/em&gt;ou a minha página do facebook. Gostava muito de ter tido a oportunidade de estar presente no seu funeral. Tive pena de estar longe. Para a sua família, o meu maior abraço.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 25 Mar 2011 00:42:32 GMT</pubDate>
  <title>António Barreto</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Leio no facebook do &lt;a href=&quot;http://www.facebook.com/jpereiracoutinho&quot;&gt;João &lt;/a&gt;que o António Barreto vai ao &lt;a href=&quot;http://tortoeadireito.blogspot.com/&quot;&gt;A Torto e a Direito &lt;/a&gt;no Sábado. Leio no &lt;a href=&quot;http://daliteratura.blogspot.com/2011/03/barreto-diz-ele.html&quot;&gt;Da Literatura &lt;/a&gt;que alguém falou no António Barreto para Primeiro-Ministro de um governo de iniciativa presidencial até ao final da legislatura. Leio que foi o Pedro Santana Lopes. Pronto, é assim que se queimam as pessoas. Uma das pessoas que mais admiro neste país, a ser recomendado pelo Santana Lopes. O António Barreto não merecia tal coisa.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 21 Mar 2011 23:30:27 GMT</pubDate>
  <title>Adriana [2]</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Na &lt;a href=&quot;http://ruadacastela.blogs.sapo.pt/32765.html&quot;&gt;conversa&lt;/a&gt;, consegui envergonhar-me na mesma proporção que ela foi maravilhosa. Por isso, tudo correu pelo melhor. Um beijinho para a Adriana, sempre &lt;em&gt;hiperquanticamente &lt;/em&gt;fantástica.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 20 Mar 2011 21:11:15 GMT</pubDate>
  <title>Um País de Betão, Como Não?</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;No &lt;em&gt;Expresso &lt;/em&gt;desta semana, uma entrevista a José Luís Simões, administrador da maior empresa de transportes portuguesa. Notem estas respostas:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;P: Que pensa das portagens para as SCUT?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;R: Politicamente não a quero avaliar, mas é desastrosa para a economia do país, sobretudo para algumas regiões, e é insustentável para os operadores.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;P: E se fossem para ligeiros?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;R: Esses devem pagar, claro. &lt;strong&gt;As autoestradas foram feitas para ligeiros. Os preços das portagens não permitem que os pesados as utilizem. &lt;/strong&gt;Só lá andam em situações de urgência e de risco.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;P: Quer isso dizer que, quando houver pagamento nas SCUT, os pesados vão voltar à rede antiga?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;R: Sempre que hover alternativa e for possível. Não temos preço para utilizar estradas com portagem.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Para melhor perceber o raciocínio, melhor ler a entrevista toda. Há mais pérolas maravilhosas.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Notem: aquilo que já se sabia, finalmente num jornal de grande tiragem - os nossos camiões andam nas estradas nacionais. Temos a maior rede viária de autoestradas da Europa; teremos, em breve, três ligações por autoestrada entre Lisboa e no Porto. E eles guiam pela N1. Há alguém nesta merda de país que possa fazer alguma coisa contra isto? Foda-se. Desisto.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 17 Mar 2011 01:03:14 GMT</pubDate>
  <title>Adriana</title>
  <author>JRS</author>
  <link>http://ruadacastela.blogs.sapo.pt/32765.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Dia 21 de Março, pelas 18:30, estarei com Adriana Calcanhotto na Fnac do Chiado para uma conversa informal sobre o novíssimo &lt;em&gt;O Micróbio do Samba&lt;/em&gt;. Disco feliz em toda a amplitude da palavra. Aqui fica, como na rádio, &quot;o primeiro avanço&quot;: &lt;em&gt;Eu Vivo a Sorrir&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;object style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; classid=&quot;clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot;&gt;&lt;param name=&quot;src&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/3aJNZ5gQ9n0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;embed style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/v/3aJNZ5gQ9n0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 15 Mar 2011 08:51:08 GMT</pubDate>
  <title>Bom dia!</title>
  <author>JRS</author>
  <link>http://ruadacastela.blogs.sapo.pt/32377.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Uma das músicas mais espectaculares para se tocar na bateria. Esqueçam lá a letra, façam de conta que ela faz algum sentido. Só podia ter sido o nosso amigo Roger Taylor a escrevê-la, claro. O rapaz (já explico a denominação) tinha 34 anos quando tocou em Wembley, 1986. Eu faço 34 daqui a três semanas. Algo me diz que, além de já não marcar o golo no final da taça ao serviço do Famalicão, também já não vou tocar em Wembley... A velhice só desilude...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;object style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; classid=&quot;clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot;&gt;&lt;param name=&quot;src&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/B688iTySGy8&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;embed style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/v/B688iTySGy8&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 13 Mar 2011 23:51:14 GMT</pubDate>
  <title>Desenrascar</title>
  <author>JRS</author>
  <link>http://ruadacastela.blogs.sapo.pt/32044.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Não fui à Avenida da Liberdade. E não fui porque a culpa não é &lt;em&gt;deles&lt;/em&gt;. Porque &lt;em&gt;eles&lt;/em&gt;, como bem dizem o João Pereira Coutinho e o Nuno Costa Santos &lt;a href=&quot;http://videos.sapo.pt/NC8Z50azayh3GTR3ZcBE&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;, não existem. &lt;em&gt;Eles &lt;/em&gt;são sempre &lt;em&gt;eles &lt;/em&gt;até que um &lt;em&gt;ele &lt;/em&gt;entra para o círculo. E deste nunca fazem parte os mais próximos. Basta percebermos a exponenciação e o &lt;em&gt;eles &lt;/em&gt;somos &lt;em&gt;nós&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;E não fui porque não acho que a geração a que pertenço esteja &lt;em&gt;à rasca&lt;/em&gt;. O Henrique Raposo, de que &lt;a href=&quot;http://ruadacastela.blogs.sapo.pt/31611.html&quot;&gt;aqui &lt;/a&gt;já dei conta, diz bem no Expresso desta semana. Acho que esta geração tem é de se desenrascar, o que é muito, mas mesmo muito diferente. Tentarei explicar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;No parlamento há cinco forças políticas. Dessas, só três são parte da solução - PS, PSD e CDS. As outras duas são parte do problema - PCP e BE (o PEV para mim não conta). Isto porque não se comprometem nem cedem em nada. E, meus caros, para se chegar a qualquer lado numa negociação é preciso mais do que impôr um modelo. Se o eleitorado só lhes dá 20% de votos é porque há 80% que com eles não concordam. E é estúpido - esta é a palavra - não haver qualquer tipo de negociação com os restantes 80 para resolver o problema. Assim, não solucionam - apenas esperam que, miraculosamente, os restantes 80% percebam que sempre estiveram errados e aumentem a sua votação para, quem sabe um dia, poderem então impor pela sua maioria eleitoral a solução que preconizam.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Digo isto porque na Avenida da Liberdade vi muito voluntarismo mas nenhum comprometimento. Como aquela história da prato de bacon com ovos: sim, a galinha contribuiu - mas o porco comprometeu-se. E na Avenida pareceu-me tudo muito &lt;em&gt;tratem de nós que nós precisamos&lt;/em&gt;. Não, não precisam. E não, o tempo não volta para trás.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Primeiro a segunda frase: o tempo não volta para trás. Como bem diz o &lt;a href=&quot;http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=1804832&amp;amp;seccao=Alberto Gon%E7alves&amp;amp;tag=Opini%E3o - Em Foco&amp;amp;page=-1&quot;&gt;Alberto Gonçalves &lt;/a&gt;(ou o email que lhe enviaram e que ele teve a inteligência de citar) na crónica de hoje no DN, o tempo do trabalho dito não precário ou seguro (o que quer que isto queira dizer), acabou. Já foi altura em que alguém saía da faculdade e tinha emprego garantido na área onde estudou. Já foi altura em que uma pessoa ingressava numa fábrica e sabia que tudo ia correr bem até à reforma. E, pasme-se, por uma razão simples: porque a democracia e o acesso à educação chegou a Portugal há quase quarenta anos. Foi esta democracia que acabou com as corporações e as empresas do regime e fez com que A Boa Reguladora tivesse que começar a competir com o estrangeiro. Assim, teve de se adaptar ao mercado e, ironia das ironias, dispensar o pessoal que lá trabalhava. Porque já não tinha um regime que assegurava que o senhor António Augusto continuava a ser um empresário de sucesso e a possibilitar que meia cidade de Famalicão vivesse à custa da sua fábrica. Por outro lado, a educação para todos fez com que todos quisessem ser doutores e aquilo que era o sector primário e até secundário fossem completamente destruídos. Vivemos num país onde ser agricultor ou pescador ou empregado fabril ou afim era profissão para pessoas de segunda. Nunca permitiria um pai que investiu na educação do seu filho ou um filho que estudou investido dessa permissa parental trabalhar na pesca, na agricultura ou na indústria. Mesmo que ser agricultor já não seja só a enxada ou ser pescador só a rede.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Por isso, não há como. O tempo já não volta para trás. E se somos hoje um país desenvolvido, temos de nos ajustar a esta mudança de paradigma. A dita precaridade veio para ficar. E o recibo verde e o contrato a prazo é um exemplo acabado do futuro. Sim, há situações a melhorar no que diz respeito a alguns desses aspectos. Seja nos descontos para a segurança social, seja no IRS, seja no que for e que outros saberão bem melhor do que eu. Mas fico mais preocupado com a questão de diminuirem a indemnização por despedimento legal e a impossibilidade de se ter acesso a algum subsídio de desemprego antes de 450 dias de trabalho como contratado ou de os recibos verdes não contarem como trabalho passível de acesso a esse subsídio, do que a questão de entrar para a empresa ao fim de três contratos ou afins. Eu trocava de bom grado a entrada numa empresa por alguma segurança enquanto procuro outro emprego. É que depois de entrar estamos seguros, não estamos? Mas a empresa não. A empresa está pior, porque com mais responsabilidades e só se o, dito, &lt;em&gt;trabalhador &lt;/em&gt;(eufemismo interessante) matar o, dito, &lt;em&gt;empregador &lt;/em&gt;(notem as palavras) é que se pode libertar do primeiro. E é isso que traz precaridade - não haver flexibilidade laboral porque as pessoas ainda acham que vai ser trabalho para a vida e que podem esticar-se ao comprido quando entram para os quadros de uma empresa. Lembro, para reflexão, o exemplo os bolseiros de ciência em Portugal, que não passam recibo verde nem têm contrato a prazo. Não seria melhor para todos eles passarem recibo verde? É que podem estar com bolsas pós-doc até aos cinquenta anos e nunca tiveram uma declaração de IRS que lhes possibilite qualquer crédito.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;O tempo não volta para trás e somos nós todos que nos temos de ajustar. Aqui entra o comprometimento, e a dois níveis. O primeiro, pessoal; o segundo, social. Comprometo-me pessoalmente em arranjar para a minha família as melhores condições possíveis de vida dentro de todas as áreas em que possa ser útil a ela. Escrevendo, editando, lendo, fazendo ginástica ritmica ou indo trabalhar como calceteiro. Comprometo-me pessoalmente a trabalhar. Seja aqui, ali ou acolá. Comprometo-me a tentar. Comprometo-me a não desistir. Comprometo-me a tentar ser competente na área que escolhi. E se nessa área não der - a ser competente na área em que não escolhi. A ser buliçoso -  a bulir. Comprometo-me a morrer, mas a morrer a tentar. A dar ao meu filho as melhor condições possíveis e engolir os sapos que tiver de engolir, mesmo que minha merda saia verde um dia. Porque trabalho é trabalho e conhaque é conhaque. Bom é, bom era, que se juntassem os dois. Já houve alturas em que foi um par perfeito. Hoje, a espaços, é um par perfeito e disse dou graças ao Deus em que não acredito. Mas labuto. E não me queixo de estar à rasca. Não. Desenrasco-me.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;O segundo comprometimento é social. São precisas, se a internet não me engana, 5 000 assinaturas para criar um partido em Portugal. Se os três jovens que se dizem à rasca querem comprometer-se, criem-no. Estiveram 300 000 pessoas em manifestação. Desenrasquem-se. Mudem por dentro. Não há-de ser difícil. Ou melhor, até é. Isto porque nem todos são inteligentes em todas as áreas.  E isso de criar partidos e trabalhar nesse comprometimento obriga a uma certa dose de qualidades em algumas áreas que, talvez, nenhum dos três tenham. Mas desses 300 000 há-de haver quem saiba finanças, quem seja sociólogo, quem saiba economia, quem pense, quem pense, quem pense e ainda mais quem pense. Agora, sejam comprometidos com o país não contra a precaridade mas a favor do trabalho. Não contra &lt;em&gt;eles&lt;/em&gt;, mas sendo &lt;em&gt;eles&lt;/em&gt;. Não sendo parte do problema (como os 20% em cima) mas negociando para ser parte da solução. A democracia é cedência, não é imposição.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Numa frase: não estejam à rasca - desenrasquem-se.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 12 Mar 2011 17:06:38 GMT</pubDate>
  <title>O Mundo ao Contrário</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Ou é o mundo, ou sou eu. Mas depois de ver Sousa Tavares e Santana Lopes a debater há uns meses a situação política lado a lado no Jornal da Noite da SIC, hoje cabe-me referir que, espanto do espanto, concordo integralmente com a &lt;a href=&quot;http://aeiou.expresso.pt/tres-portugais=f636888&quot;&gt;crónica do Henrique Raposo no Expresso&lt;/a&gt;. Talvez seja sinal de que o apocalipse se aproxima, não sei. Ou então que pessoas com visões algo distantes do modelo de Estado acabam por perceber que, entre modelos, o bom senso é sempre aquele que deve imperar.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 10 Mar 2011 20:25:54 GMT</pubDate>
  <title>Roger, Novamente</title>
  <author>JRS</author>
  <link>http://ruadacastela.blogs.sapo.pt/31277.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;A pedido de várias famílias, deixo-vos aqui a letra do video do último (esperamos todos) single do Roger Taylor, e cujo video podem ver uns posts mais abaixo. Ele toca todos os instrumentos, como se pode ver no video. A Marta acha que é porque ninguém quis tocar com ele nesta canção. E eu tendo muito a concordar com ela. Pois então, a, digamos, poesia:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;God would weep&lt;br /&gt;if he existed&lt;br /&gt;and he saw what man can do to man&lt;br /&gt;He&apos;d think that we were twisted&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;His unblinking eye would blink and then&lt;br /&gt;He&apos;d say not in my name you don&apos;t&lt;br /&gt;you stupid little men&lt;br /&gt;With your arrogance and ignorance&lt;br /&gt;you do it time and time again&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I must be getting old&lt;br /&gt;There&apos;s a fire and a fury&lt;br /&gt;driven deep into my soul&lt;br /&gt;It&apos;s the helplessness that comes&lt;br /&gt;from being under your control&lt;br /&gt;And everything is broken&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We got the High Street full of holes&lt;br /&gt;The High Street&apos;s full of holes&lt;br /&gt;High Street&apos;s full of holes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Five million cameras stare at us&lt;br /&gt;They treat us like we&apos;re fools&lt;br /&gt;Our privacy is meaningless&lt;br /&gt;We&apos;re suffocating by ten thousand rules&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This Kingdom&apos;s not united&lt;br /&gt;Just a complicated mess&lt;br /&gt;Are we in Europe&lt;br /&gt;Half in Europe&lt;br /&gt;Not in Europe&lt;br /&gt;We&apos;re soulless, spineless, directionless&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I must be getting old&lt;br /&gt;There&apos;s a fire and a fury&lt;br /&gt;driven deep into my soul&lt;br /&gt;It&apos;s the helplessness that comes&lt;br /&gt;from being under your control&lt;br /&gt;And everything is broken&lt;br /&gt;Stylophone!&lt;br /&gt;And everything is broken&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Why send our young men out to die&lt;br /&gt;in wars that we don&apos;t understand&lt;br /&gt;Why on earth should we be meddling&lt;br /&gt;in places like Afghanistan&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The price is much too high&lt;br /&gt;in terms of money or our precious men&lt;br /&gt;Your reasons are mysterious&lt;br /&gt;and quite beyond ken&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I must be getting old&lt;br /&gt;There&apos;s a fire and a fury&lt;br /&gt;driven deep into my soul&lt;br /&gt;It&apos;s the helplessness that comes&lt;br /&gt;You even sold our gold&lt;br /&gt;And everything is broken&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 09 Mar 2011 01:50:26 GMT</pubDate>
  <title>Metade</title>
  <author>JRS</author>
  <link>http://ruadacastela.blogs.sapo.pt/31147.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;O Porto tem neste momento 62 pontos. O Sporting, 36. Se fizermos uma regra de três simples, prevendo o que vai acontecer entre a jornada 22 e a 30 tendo em conta o que aconteceu até agora, o Porto terminará com 84 pontos e o Sporting com 49. Quero com isto dizer que se o Couceiro não se põe a pau, com um bocadinho de sorte (quer dizer...), o Sporting ainda acaba esta maravilhosa época de 2010/2011 com metade dos pontos do campeão. Mas isto não é o que mais me surpreende, sinceramente. O que mais me surpreende é que, sabendo que nas últimas dez temporadas, os leões ganharam tantos campeonatos nacionais como o Boavista, e nas últimas trinta mantiveram a mesma honrosa média de um por década, todos nós, sportinguistas, achemos que vamos lutar para o título na próxima época. Ah, homens de fé!&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 04 Mar 2011 23:47:44 GMT</pubDate>
  <title>Déjá Lu</title>
  <author>JRS</author>
  <link>http://ruadacastela.blogs.sapo.pt/30846.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Chama-se Déjá Lu e é &lt;a href=&quot;http://www.dejalu4ds.blogspot.com/&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. Uma excelente ideia para conseguir angariar receitas para a APPT21 - Associação Portuguesa de Portadores de Trissomia 21. Tive a honra de um convite para enviar um livro autografado para leilão. A Idónea Bibliotecária, num acto impensado, colocou-o em licitação por 14 euros, um valor considerável nas tempos de crise em que vivemos. Mas algumas almas caridosas, com toda a certeza ainda mais impensadamente, &lt;a href=&quot;http://dejalu4ds.blogspot.com/2011/03/dia-do-livro-autografado-jorge-reis-sa.html&quot;&gt;têm licitado o &lt;em&gt;Todos os Dias&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. Vai em 18 euros. A dedicatória tem três páginas, é certo. Mas é bom aviso para o que se preparam para, digamos, ler. O meu grande medo era que a licitação começasse nos 14 e acabasse nos 3. Agradeço a todos os comentários e prometo uma coisa, do agrado de um dos comentadores: assim o queira a Idónea Bibliotecária e coloca-se em licitação um exemplar das &lt;em&gt;Pulgas&lt;/em&gt;. Se é uma questão de nos podermos prestar à vergonha de ninguém querer um livro nosso, pelo menos que seja pelas melhores causas. &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 02 Mar 2011 00:25:32 GMT</pubDate>
  <title>A Reforma</title>
  <author>JRS</author>
  <link>http://ruadacastela.blogs.sapo.pt/30717.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;O Roger Taylor é o maior do mundo. Quer dizer, nunca foi - mas é. Comecei a tocar bateria por causa do homem, é certo, mas tenho - sempre tive - a consciência que ele é bem capaz de ser o mais azeiteiro dos Queen. E isso é um feito assinalável para quem tinha como companheiros de aventura o mais azeiteiro vocalista que alguma vez existiu, um astrónomo que conseguiu manter o mesmo penteado 40 anos seguidos (&lt;em&gt;and still counting&lt;/em&gt;...) e um baixista que... esse era só o baixista, como quase todos os baixistas, não conta.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Roger Meddows-Taylor: bom músico - certo; anos 70 bem vividos - certo; compôs a &lt;em&gt;These are the Days of Our Lives&lt;/em&gt;, e isso já lhe dá alguns pontos. Claro que, como bem se nota pelo video em baixo, chegou lá por tentativa e erro: em 40 anos de prática lá conseguiria sempre compor alguma coisa de jeito.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Esta música, que aqui apresento, é capaz de ser a pior música alguma vez gravada. Depois de ouvir isto, fico com a sensação que o &lt;em&gt;São Lágrimas&lt;/em&gt; do Zé Cabra é Mozart.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Roger Taylor compôs a música com a linda idade de 58 anos. É por estas e por outras que depois começamos a concordar com a idade de reforma dos gregos...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; classid=&quot;clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot;&gt;&lt;param name=&quot;src&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/K8ZtaDOniZ0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;embed width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/v/K8ZtaDOniZ0&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left; padding-left: 30px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 60px;&quot;&gt;Mas para que não fiquem assim tão mal impressionados, ouçam lá a que importa. E não, não foi o Freddie Mercury quem compôs esta canção de despedida...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 60px;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;object style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; classid=&quot;clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot;&gt;&lt;param name=&quot;src&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/ymLiw8dnHO4&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;embed style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/v/ymLiw8dnHO4&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 01 Mar 2011 23:33:29 GMT</pubDate>
  <title>The Question Is...</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;object style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; classid=&quot;clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot;&gt;&lt;param name=&quot;src&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/NA90IlymdZ4&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;embed style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/v/NA90IlymdZ4&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 27 Feb 2011 21:04:41 GMT</pubDate>
  <title>A Lei 11</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;A Lei 11 das Leis do Jogo diz respeito ao fora-de-jogo. O post anterior falava de uma questão envolvendo o benefício dessa posição numa jogada seguinte, tendo como exemplo o segundo golo dos Rangers em Alvalade. No entretanto, perguntei a um sportinguista esclarecido, a um cronista da Bola, a um jornalista desportivo e a um ex-director técnico do Sporting a opinião. Este último - o Carlos Janela - teve a simpatia de me responder no Facebook. E todos me diziam que o lance foi limpo. Estou errado, pelos vistos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;O Carlos disse bem, ao telefone, o porquê disto: porque não há continuidade na acção para que esse benefício aconteça. Quer isto dizer que o jogador que recebe a bola do lado direito, ao tocar nela inicia uma nova jogada e por isso, digamos, &quot;apaga&quot; a posição irregular em que estavam os seus colegas de equipa. Retorqui a todos eles: mas isso não quer dizer que se pode deixar, por exemplo, o Cardozo ou o Falcão ou, vá lá, o Postiga na entrada da área à espera que o Coentrão, o Hulk e, vá lá, o João Pereira corra pelo seu corredor e passe para trás a bola? Quer. O Carlos foi mais longe e referiu que - como se vê tantas vezes - isso já acontece em livres da área lateral. É verdade. Mas não percebo como é que o Mourinho ainda não entendeu que sendo isso possível existe uma mudança enorme nas táctivas possíveis. Ou será que é como o outro: é proibido mas pode-se fazer. Ou, se quisermos, não é proibido mas ninguém faz com medo que seja.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Tenho a certeza no entanto de uma coisa: estas dúvidas sempre pertinentes são alimentadas pela própria FIFA. Quanta mais confusão, mais emoção, e mais facturação.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 24 Feb 2011 19:56:39 GMT</pubDate>
  <title>Spoooooooooorting!</title>
  <author>JRS</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;A melhor análise à equipa sportinguista pode ser lida &lt;a href=&quot;http://pastoralportuguesa.blogspot.com/2011/02/sporting-its-not-you-its-me.html&quot;&gt;aqui&lt;/a&gt;. Nada mais há a dizer. O&lt;a href=&quot;http://pastoralportuguesa.blogspot.com/&quot;&gt; Rogério Casanova &lt;/a&gt;já disse tudo.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Mas, dito isto, quero perguntar ao jornalista e aos comentadores da Sport Tv se sabem o que é Lei do Fora de-jogo (Lei 11 das Leis do Jogo). É que o segundo golo do Rangers é em fora-de-jogo claríssimo. E não, não estou a tentar ser irónico. A lei diz: &quot;Um jogador na posição de fora-de-jogo só deve ser penalizado se, no momento em que a bola é tocada ou jogada por um colega de equipa, o jogador toma, na opinião do árbitro, parte activa do jogo: intervindo no jogo ou inlfuenciando um adversário ou tirando vantagem dessa posição&quot;.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Podem dizer que não. Certo: no passe para o lado direito, o jogador do Rangers não está fora-de-jogo. Certo: no passe rasteiro para a zona central os três (?) jogadores do Rangers que podiam, escolhendo por &quot;pedra, tesoura, papel&quot; quem iria encostar, também não estão, até porque o passe é para trás. Mas, na altura do primeiro passe, para o lado direito, estão estes três e talvez mais de metade da equipa do Rangers. Ora, isto é equivalente a estar à entrada da pequena área à espera que se faça a triangulação, sendo que na altura do último passe o jogador que fica lá especado não estaria em fora-de-jogo - bastaria o passe ser para trás. Se isto não é fora-de-jogo, é o quê? Não temos todos de saber isto. Somos só treinadores de bancada. Mas um jornalista que relata o jogo na televisão e os comentadores não deveriam saber?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://pastoralportuguesa.blogspot.com/&quot;&gt;Casanova&lt;/a&gt;: ajuda-me lá, tu que sabes tudo o que há a saber sobre o Sporting. Ou, no caso do Casanova não estar para isso, algum árbitro que seja inadvertidamente meu amigo no facebook?&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Obrigado.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify; padding-left: 30px;&quot;&gt;Jorge&lt;/p&gt;</description>
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