Domingo, 26 de Setembro de 2010

O Paulo da Costa Domingos teve o cuidado de me lembrar que o seu "elogio narcísico, inexprimível desejo de sucumbir ao poder da escrita" (Isabel de Sá, na "breve apresentação" à antologia lá citada - Palavras) já remonta a 1984. Fica assim em adenda à crónica da LER deste mês que já desde essa altura Paulo da Costa Domingos se propôs a trabalhar "um dos temas maiores da pintura - o auto-retrato. Hoje [1984], nada mais com certeza, e apenas, a presunção de narciso" (citando a sua também breve "abertura"). Tenho o livro na estante, gostei de lembrar que aquilo que dava como novo neste escritor já vem de há quase trinta anos: demonstra coerência no processo criativo. O que tem isso de mau, não entendo. Mas já aprendi há anos: cada um lê o que quer e não o que está lá escrito, mesmo que a crónica deste mês seja apenas um exercício de aproximação de dois estilos nas antípodas um do outro mas que, por uma razão circunstancial (e que bom a vida ser feita da soma de circunstâncias) fizeram o mesmo exercício de "A Escrita".



publicado por JRS às 16:41 | link do post | favorito

mais sobre mim
posts recentes

O Mário

Mistress

FCF

Mira Técnica

Easter Message

PPD/PSD

It is

Canção Triste

Portugal

A Moral da Coisa

arquivos

Março 2013

Fevereiro 2013

Maio 2011

Abril 2011

Março 2011

Fevereiro 2011

Janeiro 2011

Dezembro 2010

Novembro 2010

Outubro 2010

Setembro 2010

Agosto 2010

blogs SAPO
subscrever feeds