Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

Uma reacção aperece devido a uma acção. Coisa muito evidente, mas que parece ser muito pouco percebida por algumas pessoas que escrevem em blogues. Quero com isto dizer o seguinte: 1) É muito cómodo ficar em casa sem fazer nenhum - é a maneira mais fácil de se ser inócuo. 2) Adoro quando tenho razão e aquilo de que estava à espera acontece (aqui e aqui, por exemplo) - escrever sobre o surrealismo, mesmo que alguns considerem que o que escrevi são patetices (e estão no seu mais do que legítimo direito) dá sempre lugar a reacções muito fortes, vá-se lá saber porquê. Não esperava outra coisa da crónica deste mês do PnetQueNinguémLêMasQueTantaGenteComenta. 3) Gosto muito de ler o Máscara & Chicote e não fazia ideia que o Insónia ainda existia. Só tenho pena, para que pudesse desprezar acertadamente cada um deles, que não seja um anónimo a escrever o agora intitulado Antologia do Esquecimento. Assim era mais fácil continuar a rir-me ("com muitos dentes brancos à mostra") com a qualidade dos textos do anónimo sabendo que tinha a coragem de, como o Henrique Bento Fialho, assumir as suas posições sem medo que o mundo ainda lhe caísse em cima como parece cair em cima de alguns.

Agora, como estou à espera (dei-lhes demasiada importância, eu sei), podem vir mais balas. É que para mim, meus caros, isto é literatura, não é a Segunda Guerra Mundial. Talvez fosse boa ideia perceber a importância relativa de algumas coisas. Mas enfim, cada um é como cada qual. E cada um dá a importância que acha que deve dar às acções de uma pessoa de nome Jorge Reis-Sá que edita e escreve livros. No que lhe diz respeito, e digo-o porque o conheço, informo-vos que lhe agrada a ideia de tanto fel por razões que se prendem com a sua existência. Lamento: tentará continuar a existir - dá-lhe jeito.

Adenda: não tinha lido ainda a "declaração de perigo para a saúde pública" que qualquer contacto comigo pode causar e que o Manuel A. Domingos escreveu há dois anos. Achei-lhe muita graça.



publicado por JRS às 21:32 | link do post | favorito

4 comentários:
De manuel a. domingos a 23 de Setembro de 2010 às 09:47
Caro Senhor:

Em primeiro lugar, agradecer-lhe o link para o blogue que "desoriento": deu para aumentar as visitas.

Em segundo lugar, agradeço o facto de ter achado graça à minha declaração. Como vê está assinada com o meu nome, que é real.

Em terceiro lugar, dizer que a mesma (a declaração) não se trata de uma "declaração de perigo para a saúde pública". Ela é apenas uma declaração. A outra expressão, lembre-se, é da sua total e completa responsabilidade.

Sem outro assunto.

Com os melhores cumprimentos,
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Caro Senhor: <BR><BR>Em primeiro lugar, agradecer-lhe o link para o blogue que "desoriento": deu para aumentar as visitas. <BR><BR>Em segundo lugar, agradeço o facto de ter achado graça à minha declaração. Como vê está assinada com o meu nome, que é real. <BR><BR>Em terceiro lugar, dizer que a mesma (a declaração) não se trata de uma "declaração de perigo para a saúde pública". Ela é apenas uma declaração. A outra expressão, lembre-se, é da sua total e completa responsabilidade. <BR><BR>Sem outro assunto. <BR><BR>Com os melhores cumprimentos, <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>manuel</A> a. domingos


De JRS a 23 de Setembro de 2010 às 19:42
Caro Manuel A. Domingos
Muito obrigado pelo seu comentário. Ainda mais pelo tratamento por "Senhor" (que infelizmente me envelhece, mas que sei respeitoso) e pela alusão ao aumento de visitas do seu blogue com o meu link: o caso mais gritante de wishful thinking que conheço - ninguém cá vem, não se apoquente. Sobre o restante comentário, abstenho-me de o comentar, sob o risco de daqui a pouco andarmos como a outra que sabe que sabe que o outro sabe que ela sabe. Mas tem razão: a expressão é de minha total e absoluta responsabilidade. É assim como que uma "posição", daquelas que as pessoas sabem "qual é" na altura em que "existe" ("disso tenho a certeza"). Um forte abraço. Jorge


De Anónimo a 24 de Setembro de 2010 às 10:20
Caro Reis hífen Sá, o seu problema é apenas um: a completa falta de sentido de humor. E desde que foi trabalhar para o Teixeira do badalo que está pior. A sua única lança na África do grande humor foi abrir uma livraria com aspecto de salão sadomaso techno em plena Famalicão, essa urbe sofisticadíssima e cool. Foi brilhante, mas é pouco, convenhamos.


De JRS a 24 de Setembro de 2010 às 13:42
Caro Anónimo
serve a aceitação da publicação do comentário de cima como exemplo daquilo que não irei aceitar publicar neste blogue. É triste quando anonimamente se ofendem pessoas. Ainda para mais uma que nada tem a ver com estes posts. Mas, mais uma vez, dizer isso a coberto da manta do "ninguém sabe quem eu sou" é muito fácil. E de uma cobardia evidente.
Quando ao seu comentário acerca do "meu único problema" ser a falta de sentido de humor: agradeço-lhe. Não imaginava que só tinha um problema. Obrigado pelo elogio. Jorge
PS: se me quer contactar o email é j.reis.sa@gmail.com. Está no perfil, para quem quiser utilizar. Sabe usar um email não sabe? Se quiser manter o triste anonimato, pode sempre inventar um. Embora isso já dê um bocadinho mais de trabalho.


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