Segunda-feira, 29 de Novembro de 2010

(Ao intervalo)

 

É daqueles jogos que são jogões e que por isso estão cheios de coisas que nós sabemos serem sempre cinzentas. Mas olha eu a preto e branco:

- O Real entrou pior, e sem perceber encaixou dois em pouco mais de 15 minutos. E ainda uma bola à barra.

- Os erros inidividuais pagam-se caro: é incrível como o Marcelo deixou o Pedro passar por ele no segundo golo.

- O Ronaldo teve uma reacção normal de quem se sente gozado - como foi - pelo Guardiola. Eu vinha para a rua, mas pregava-lhe um soco.

- O Valdes correu meio campo para empurrar o Ronaldo e levou amarelo como o Ronaldo. Até aceito. Só acho mal o Guardiola ter continuado no banco.

- O Valdes fez penalty sobre o Ronaldo e nem houve penalty marcado nem houve segundo amarelo.

- O Ricardo Carvalho mexeu o braço esquerdo porque o Messi o estava a agarrar com a mão direita - se levou uma cotovelada do Carvalho foi porque foi atrás dela. E com ela um amarelo.

- O árbitro é um gajo com os ts no sítio. Num jogo destes não andar sempre a apitar (quando o podia fazer), tendo um critério bem lato de análise dos lances mais divididos, é de alguém que pensa que consegue controlar um Barcelona-Real. Não consegue: aposto que se continuar assim não acabam 11 contra 11.

- O facto do Ozil ter passado ao lado do jogo foi, em meu entender, o factor mais importante para o resultado (olha, acabou de ser substituído ao intervalo: não percebo puto de futebol, mas pelos vistos vi isso desde Lisboa.)

Dito isto: puta que pariu, que grande jogo de futebol.

Vamos ver como reentra o Real. 

 

(Algumas horas depois do fim do jogo)

 

O Real reentrou pessimamente. Quinze minutos passados e já estavam quatro encaixados nas redes do Casillas. Depois foi ver o carrocel a funcionar. Apontamentos:

- Péssimo jogo de Benzema, Di Maria e Marcelo. Num Real a afundar, estes foram quem puxou para baixo. Porque defenderam mal e atacaram pior.

- Os defesas centrais portugueses fizeram o que podiam e o que não podiam. E tiveram sorte, que o Ricardo Carvalho deveria ter sido expulso por ter cortado a bola com a mão (levou amarelo - o jogador do Barça isolava-se).

- O árbitro aguentou-se bem. Parabéns. Só foi pena ter tido uma influência decisiva no resultado ao não expulsar o Valdes e marcar o penalty (o já citado).

- Os jogadores do Real aguentaram até ao minuto 92. Só aí Sergio Ramos colou o pistão. Quis partir a perna ao Messi, que teve a sorte da protecção de uma outra perna, de um colega de equipa. Não contente, Sergio Ramos ainda agrediu Pujol e Xavi. Deve levar pelo menos uns 4 jogos.

- Mourinho não se levantou toda a segunda parte. No final, na conferência de imprensa, disse que esta derrota era fácil de digerir. Porque tinha sido tão justa que não custava tanto como uma injusta. Quando se lembrou desta para incutir força para o balneário, tinha certamente acabado de levar o quarto golo. Ficar sentado já deve ter sido parte do plano, imagino.

Dito isto: fiquei fodido, queria que o Real ganhasse. Gosto do Mourinho. Mas ver o Barcelona jogar é como ouvir uma sinfonia do Bethoven. Eram oito os titulares que tinham saído da cantera blaugrana. E quando Jeffren, outro miúdo da cantera, fez o quinto golo, o que se festejou foi toda uma filosofia, não foi um golo.



publicado por JRS às 20:55 | link do post | favorito

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